Relato de um hater de esportes assistindo à temporada 2018-2019 da NBA

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Existe mais de uma forma de se divertir com esportes, e foi isso que um odiador confesso de esportes aprendeu depois de um ano acompanhando a NBA.

NOTA DO TMW: Um ano atrás, meu grande amigo Francisco Izzo, um odiador confesso de esportes, começou a assistir NBA e torcer para o Toronto Raptors por causa de um trato com um colega. Um ano depois, ele viu aquele time que tinha adotado de forma aleatória vencer o seu primeiro título da NBA em meio a uma história épica. Então eu pedi para o Izzo contar essa sua história de torcer para o Raptors para o TM Warning. Esse é o texto que ele me enviou, com mínimas edições. Espero que gostem, e não deixem de conferir o site do Izzo: o genial Dentro da Chaminé.

2019 tem sido um ano bem marcante para mim, e um dos motivos é o fato de que foi o ano em que eu vi o Toronto Raptors surpreender e conseguir derrotar o Golden State Warriors e se tornar o campeão da NBA. Foi surpreendente em particular pois foi a primeira vez que eu vi a temporada da NBA na minha vida, e escolhi torcer pro Toronto Raptors sem ter a menor ideia de qual era a trajetória do time, seus jogadores ou suas probabilidades reais de ganhar a temporada. Mas, mesmo assim, consegui ver o time que eu escolhi triunfar na primeira vez que eu me dediquei a assistir basquete na vida.

Falar sobre a minha experiência do que foi assistir à minha primeira temporada da NBA não é algo que pode ser feito sem falar da minha completa aversão ao conceito de se assistir a um esporte. Eu não gosto de esportes, e o Brasil é um péssimo país para não se gostar de esportes, pois temos uma cultura forte de comoção e camaradagem girando em torno de campeonatos de futebol. É aquele fenômeno absurdo que eu falo que não assisto esporte e a primeira pergunta que fazem é o “mas nem a copa?”, já procurando a exceção,pois em algum momento deve-se assistir o esporte – que são elementos que ajudaram esse “não gosto” a ao longo de uma vida se transformarem em “odeio” e “guardo rancor”.

Eu não tinha amigos na escola, e é muito difícil separar esse conceito do conceito de que as salas de aula que eu frequentei tinham esse assunto em comum do quão eu não fazia parte. E minha infância foi uma série de tentativas de tentar me obrigar a gostar de futebol para ver se com isso eu conseguia quebrar meu isolamento entre as outras crianças. Colecionei álbum de figurinhas de futebol, entrei em escolinha de futebol, meu pai me levou no estádio ver o Romário jogar ao vivo. E sempre me soou artificial, como eu tentando muito forçar a barra de algo que não tem nada a ver comigo. E ver a sinceridade da comoção de todo mundo ao meu lado com uma vitória só servia para me lembrar que existia um sentimento coletivo em torno daquele mundo do qual eu só não fazia parte. E a cada tentativa falha de tentar sentir esse sentimento de união na vitória e na derrota que o futebol causa, mais irracional ele me soava, e mais eu me sentia a pessoa sem lugar nos grupos.

Ano de Copa do Mundo se tornou uma época de pesadelos, em que a vontade é de sair do país por metade do ano só pra ficar longe desse sentimento.

Foi na adolescência que eu fui perdendo a vergonha de ser o que eu era: um nerd. Alguém que queria ficar horas falando de nerdisses. Parei de tentar aproveitar as aulas de educação física para ver se eu conseguia ser amigo de gente que eu sequer respeito hoje em dia, e comecei a abertamente levar quadrinhos pra escola para ler enquanto não jogava. Inclusive eu era o único aluno da escola que tirava nota vermelha em educação física, por não jogar, mas eu não ligava – ninguém reprovava por educação física, e eu havia cortado relações com aquelas pessoas e com aquele espaço. E no meio da minha adolescência eu pela primeira vez formei uma turma de amigos na vida, longe daquele ambiente escolar. Foi mágico, ser parte de um grupo e se sentir aceito nele, é uma experiência maravilhosa.

Foi aí que eu descobri que nerd é um bicho tão fascinado por esportes quanto os não nerds. Impressionante, eu passei a infância inteira com a televisão me ensinando a dicotomia do nerd e do esportista e ela é uma mentira. E não vou mentir, o choque foi negativo, pois eu comecei a ver as sombras de todo um pessoal por quem eu só tinha desprezo nos meus amigos recentes, que eram uma das melhores coisas que já aconteceu na minha vida. Eu aprendi a lidar, mas até hoje eu vejo uma estranheza. Só que o ponto que eu quero chegar é que nerd é esse bicho que tem que ser diferentão. Então pros meus amigos somente futebol não bastava, tinha que ser futebol americano, tênis, baseball. Os esportes alternativos que não param o Brasil de quatro em quatro anos. No começo eu até achei que se eu saísse da bolha do futebol eu conseguiria achar um esporte para assistir com amigos, para torcer como parte de um grupo e poder sentir que eu era uma pessoa normal. Mas nossa, tentei de coração assistir os outros esportes e achei tudo insuportável.

E isso me seguiu pra sempre, essas uvas verdes, que eu sempre senti que enquanto eu não aprendesse a me forçar a gostar eu nunca seria normal.

Pois bem, a backstory é essa. Mas a história de verdade começou em Abril ou Junho de 2018. Quando um dos meus amigos da faculdade, com os quais eu me reunia toda quarta-feira para pôr a conversa em dia, um amigo que não dava bola pra esportes, que eu sempre pensei “esse aí é dos meus”, um aliado no meu projeto da copa passada de marcar festas pra não ver o jogo do Brasil e transformar meu apartamento em um ponto isolado da euforia da copa do mundo para quem não tá no espírito da copa poder ter um dia divertido também (ideia pela qual fui xingado de mau-caráter em grupos de telegram)… enfim, um grande amigo meu com quem eu sempre podia contar para ter com quem falar quando o primeiro canalha puxa “futebol” como assunto na mesa de bar e o papo rende. E ele aparece um dia desses no rolê falando de basquete.

Porque ele tinha descoberto esse conceito chamado Stephen Curry, e ficado fascinado pelo talento desse grande jogador, e que ele queria que queria que a temporada de basquete começasse logo pois queria torcer pros Golden State Warrior. E aí como o outro cara que ia no rolê (Nota do TMW: Esse sou eu!) com a gente gostava muito de basquete, eu vi o assunto “esportes” corromper meu rolê semanal. Agora era toda semana ir e ouvir longos papos sobre basquete.

E quando mais ele me explicava porque ele achava o Golden States Warriors foda, menos eu entendia o apelo do time, e mais eu achava que esse time tinha mais que ser destruído. Porque eu ouvia toda semana sobre quantos all-stars o time tinha, quantos anéis cada um dos jogadores tinha, o quão fodas e hypáveis Kevin Durant e Stephen Curry eram. O índice de acertos em cestas de três. Quantas finais consecutivas o time chegou. E nossa, eu ficava indignado, porque se tem uma coisa que eu odeio mais do que esporte, é um “favorito”. Pra mim Golias é um conceito que só serve pra cair na mão do Davi. E eu pensava “como é possível alguém ficar feliz quando um time que tem tudo pra ganhar, vai lá e ganha?”

No dia que eu souber a resposta para essa pergunta talvez eu consiga entender o sentimento de comoção por trás dos esportes que eu nunca entendi. Porque pra mim até hoje não faz nenhum sentido. É tipo torcer pro Papa-léguas escapar do Coiote.

Então era toda semana eu querendo muito que o GSW perdesse esse título. Até que chegou enfim o dia do pacto. Eu estava tentando convencer esse meu amigo a ver a série Arrested Development, que ele estava enrolando pra ver, e ele disse que assistiria à série se eu assistisse à temporada de basquete com ele. Eu disse que “com ele” ia ser relativo, pois eu ia legitimamente torcer pro time dele perder, e ele aceitou os termos.

Então eu abro a lista de times da NBA pra escolher o meu, e entre vários que me chamam a atenção eu percebo que tem um chamado Toronto Raptors. E eu senti, na hora, que eu não era uma pessoa que assistiu Jurassic Park mais de 50 vezes, para na hora H não prestigiar o único time que resolveu homenagear a maravilha que é o velociraptor. E cantei a bola de que o Toronto Raptors ia ser quem desclassificaria o Golden State Warriors.

O que era só um sinal do quanto eu não tinha ideia do que estava acontecendo. Afinal, os dois eram de conferências diferentes, e a única maneira de se enfrentarem nos playoffs seria se os dois fossem à final. O que eu precisei de uma rápida pesquisa no google pra descobrir era que isso era algo que eles nunca tinham feito na vida, que a fama do time era de flopar nos playoffs, e que a esperança do time finalmente parar de sofrer nos playoffs era o jogador recém-adquirido Kawhi Leonard.

Mas aí começa a temporada. E o que eu posso dizer? Um dos segredos de se apreciar um esporte é a narrativa. Como um bom amigo meu me disse uma vez, o segredo de um bom filme/série/mangá de esportes não é fazer a partida ser legal somente, mas é principalmente colocar a partida em um contexto para ela parecer importante. E é por isso que eu nunca vou ligar a TV pra ver uma luta de Boxe, mas posso parar meu dia para ver Rocky. É tudo sobre a narrativa que se constrói. E eu tinha lá meu herói underdog, o time tentando chegar onde nenhum time canadense jamais esteve. E eu tinha lá o vilão, o time estrelinha dos canalhas. Dá para acompanhar o progresso dos dois e ver tudo isso como um grande filme.

E é impressionante como tudo funcionou como um grande filme.

O mais divertido de acompanhar esse tipo de evento sendo completamente leigo e desconectado do assunto é o contraste entre sua percepção imediata em relação e o que uma pessoa que de fato entende o que está acontecendo devia estar atenta. Logo de cara eu fiquei impressionado que os Raptors começaram em primeiro na liga, com aquele meu amigo me falando que ranking na liga não realmente importava, desde que o time fosse pros playoffs. E eu entendia isso, mas, ao mesmo tempo, eu não sabia bem o que de bacana dava pra acompanhar de verdade além daquele ranking que atualizava a cada jogo. E bem, logo no começo o Raptors estava empatado com o Milwaukee Bucks como os dois últimos times invictos no começo do campeonato, os dois se enfrentaram e os Raptors perderam. Novamente, meu amigo falou que isso não tinha importância, mas chamou minha atenção pro Bucks, no primeiro jogo que eu vi os Raptors perderem.

E como os Bucks ficaram acima dos Raptors nesse ranking pela maior parte da temporada.

Da exata mesma forma, enquanto todos a minha volta me falavam do quanto o Kawhi Leonard era fenomenal (e foi mesmo), é uma posição curiosa a de não entender lhufas das estatísticas e do histórico de cada jogador na hora de observá-los em jogo. O Kawhi Leonard era o jogador que mais fazia cestas, mas era o Kyle Lowry quem mais chamava minha atenção. Era a impressão que me passava, que 90% das grandes jogadas a bola em algum ponto tinha passado pela mão dele. Mas ninguém tinha chamado minha atenção pra ele, nem pro Fred Vanvleet, Pascal Siakam ou Serge Ibaka que foram outros jogadores que chamaram muito minha atenção, e essa parte da experiência é legal, justamente descobrir quais jogadores você gosta de ver jogar sem o enviesamento, pois eu via as estatísticas, mas aquilo não conseguia dialogar muito comigo, então eu não conseguia tirar a partir delas quem era um jogador bom ou quem era normal.

A temporada regular no fim se mostrou…. longa. No começo eu via todos os jogos, mas da virada do ano em diante, eu devo ter visto uns cinco só. Chega um ponto em que eu já tinha entendido que os Raptors iam pros playoffs, e parte da emoção vai embora nessa falta de suspense. Também no meio da temporada os Raptors trocaram jogadores com o Memphis Grizzlies. Eu nem sabia que podia fazer isso, levei um susto. No geral, eu desempolguei um pouco nessa reta final, jogo demais pra depois que os favoritos já estão estabelecidos demais.

Porém nessa época eu estava falando muito com essa amiga que torcia pro Orlando Magic, que não estava muito estabelecido se iam conseguir ir ou não pros playoffs – na verdade estava por um fio – então nessa fase final eu cheguei a ver uns dois jogos do Magic torcendo pra eles vencerem, pois a festa só é divertida se todo mundo brinca. Os Raptors iriam pros playoffs, os Warriors também. Eu tenho um amigo que torce pro Celtics, que também iria, e faltava só o Magic.

Ah, claro, eu tenho uma amiga que torce pros Los Angeles Lakers… mas aí, admito que a decepção foi minha também. Me venderam o LeBron por tantos anos e eu sinto que essa não foi a temporada para eu ver do que é que estavam falando. Então decepção dupla, uma por não ter ido todo mundo pra festa e duas por não aproveitar para ver o LeBron.

E aí chegam os playoffs. E é quando tudo começa a parecer os torneios de filmes com os quais eu estou bem mais familiarizado, o mata-mata, em que se perder tem que sair, só pode existir um, não existe segunda chance…. exceto que existe, então aparentemente são 7 jogos por jogo. Eu não esperava por essa. Digo, achei justo e tal, mas tem que ver o mesmo embate sete vezes? Eu não sei se eu ia querer ver sete lutas de Rocky e Apollo. Mas a vida real é assim, e não nego, fez sentido.

Mas esse foi o único ponto em que a vida real atrapalhou a jornada da narrativa épica. Pois o primeiro jogo ai ser contra o Magic. E se tudo desse certo o último seria contra os Warriors. O primeiro e o último, os mais importantes de qualquer filme seriam justamente os com quem eu tinha com quem comentar. E de brinde, eu ainda estava torcendo pro Celtics enfrentar os Raptors na final de conferência, só para poder enfrentar um amigo na final de conferência também. Ter um ente querido em cada jogo importante. E tinha a chance.

Relacionado a isso estava o fato de que a temporada regular me fez ter muita pouca esperança de derrotar os Bucks no playoffs. Foram tantas derrotas do Raptors que destruiu minha fé, e eu estava contando com um efeito pedra-papel-tesoura, para ganhar de quem ganhou dos Bucks, pois eu ia ficar muito frustrado de ter o Giannis Antetokounmpo como o cara que não ia deixar eu ver se o time que eu escolhi aleatoriamente enquanto comia um lanche ia conseguir destruir o time de estrelas favorito numa final.

Mas o Deus do esporte não me deixou tomar o caminho fácil e fugir. Porque novamente, isso foi tudo roteirizado. Não iam deixar o Goku pegar o Piccolo na final, antes de fazer ele derrotar o Tenshinhan, que tinha derrotado o Goku no último encontro. É assim que funciona. Logo de cara os Bucks se estabeleceram como o time que me intimidava, e eu tinha que ver o Raptors ganhar.

E foi! Quem diria? Eu não diria, eu sou um torcedor horrível, pois eu já joguei a toalha na derrota do jogo 1 e achei que eu não ia conseguir enfrentar os Warriors no fim. Mas apesar do meu pessimismo, Raptors ganhou e foi pra final. E isso tudo acabou exatamente no ponto onde começou, no meu desdém pelo time de estrelas que era o Warriors.

Bom, se eu falasse que o jogo final me deixou completamente satisfeito seria uma mentira. Eu queria ver o time de estrelas cair, mas não para lesões. E a ausência do Kevin Durant na partida me causou a impressão de que o Warriors que foi derrotado não era o time que meu amigo tinha me vendido em primeiro lugar. Em especial com o Klay Thompson se lesionando também no último jogo.

Ao mesmo tempo lesões não me deixam confortável. Uma coisa que eu odeio em filme e mangá de esporte é a cena que o jogador vai lá jogar mesmo machucado, pois ganhar o torneio é importante. Eu nunca acho que título nenhum vale esse sacrifício. Eu vejo o Karate Kid ir lutar com a perna quebrada e não é maneiro, é tenso. Não curto não.

Mas funcionou, pois o Stephen Curry era o que eu mais queria ver derrotado. Meu Deus aquela máquina de pontos, me intimidou a temporada inteira. E também porque o mérito da vitória não foi apagado pelos incidentes.

E foi um bom jogo. Emocionante de verdade. Pau a pau. Que nunca te deixava relaxar e pensar “ok, a partida tá no papo”, foi pau a pau de verdade e isso é ótimo. Do jeito que deve ser.

Porque no fundo é tudo sobre quanto peso você dá para aquilo. Para alguns uma cesta poderia significar a realização de um sonho de ver um time ou um jogador ganhar o primeiro título da história. Para outros uma cesta pode significar alguma aposta feita, imagino que nos círculos certos deva ter apostas valiosas rolando. Para mim a vitória era a diferença de se eu podia usar o arsenal de memes de Jurassic Park que eu passei meses preparando para zoar meus amigos ou não (Nota do TMW: Não é brincadeira, ele mandou uns 20 assim que acabou o Jogo 6). No fundo não importa, pois tudo coloca uma tensão imensa em um placar que pode virar completamente em questão de segundos, e essa tensão é preciosa.

E ficar genuinamente feliz com a vitória é precioso também, independente do motivo pelo qual você queria que o time ganhasse o jogo. É uma relação de confiança. Não sei, até onde eu entendo por alguns amigos e conhecidos, torcer por um esporte e superstição anda lado a lado e inúmeros elementos podem ser pé-frio ou mal agouro ao time. Mas pra mim tem algo especial em confiar em um completo desconhecido para fazer algo que eu quero que ele faça, e me colocar em uma posição em que eu não tenho absolutamente nenhum poder de interferir no resultado e as coisas saírem como eu quero. Isso é genuinamente mágico e digno de tirar a felicidade.

E essa foi minha jornada pela primeira vez em 30 anos de vida, de boa vontade assistindo um evento esportivo, do seu primeiro jogo ao seu último. Eu não descobri o sentimento de união que eu vejo nas pessoas que sempre me intrigou, e honestamente, porque boatos de que eu estava vendo a NBA correram me jogaram em um grupo de telegram onde o papo não poderia me soar mais alienígena se tentassem. Mas apesar de eu não ter conseguido me conectar com um sentimento que me intrigou a vida inteira, eu achei uma experiência boa. Pois, no fim, sempre existe uma narrativa no que está acontecendo. E qualquer que seja o time que ganhe qualquer campeonato, sempre existe um contexto e uma história que o levou à final, e poder apreciar uma narrativa é algo fascinante de seu próprio modo.

Eu não sei se eu vou ver a próxima temporada na NBA. Porque honestamente eu não sei se eu torço pro Raptors ainda. Até onde eu sei agora é a hora que tem o draft, vai entrar gente nova, os times vão trocar um monte de jogador, contratos serão assinados. E eu tenho dificuldade pra entender que os Raptors vão continuar sendo os Raptors se os jogadores que entrarem em quadra forem outros. Ou se os Warriors vão continuar sendo os Warriors que eu queria que fossem derrotados, se não forem as mesmas estrelas. Então não sei ainda o que eu acho dos times e se tem alguém que eu quero muito que ganhe ou perca a próxima temporada. Tem muita coisa aqui que é fora do meu mundo.

Mas a experiência foi positiva, e por ter sido positiva eu não vejo motivos pra não repetir. Um grande amigo meu pediu para eu escrever esse texto relatando como que foi acompanhar a vitória dos Raptors na minha perspectiva, de alguém que abertamente não gosta de esportes, e procurando uma maneira de colocar essa minha experiência em palavras, me fez pensar em muito na minha relação com esportes. Porque eu passei a vida inteira procurando por um sentimento dentro de mim que simplesmente não existe, mas vejo com clareza que eu não preciso dele para me divertir vendo o jogo. E que se isso se aplica a mim, então pode, sob outros métodos e contextos se aplicar a qualquer um que também não goste de esportes. Não que eu ache que alguém com esse perfil estará no TM Warning lendo esse texto. Mas quem sabe, tenha alguém lendo que tem um amigo que realmente se recusou a ir nos rolês de ver jogo da copa em 2018…

~ Por Francisco Izzo

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