Como salvar o Phoenix Suns em 5 passos

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Toda crise precisa de um salvador

É, eu sei, os playoffs estão acontecendo e tem coisa mais importante para falar do que o Phoenix Suns. O Boston Celtics abriu uma vantagem de 3-2 em cima do Cavs com um jogo monstruoso do calouro Jayson Tatum, e tem um duplo match point para ir a uma final de NBA sem Kyrie Irving E Gordon Hayward. Do outro lado o Rockets venceu dois jogos apertadíssimos e também vence a série por 3-2 em cima do poderoso Warriors, mas pode ter perdido Chris Paul pelo resto da pós-temporada. A NBA tá pegando fogo.

Ainda assim, outra coisa importante aconteceu recentemente que foi a loteria da NBA, e o Phoenix Suns voltou aos holofotes por ganhar o sorteio e ficar com a escolha #1 do próximo Draft, fazendo assim a quarta fez seguida que o time com pior campanha é sorteado para a escolha #1 do Draft pelas bolas de ping-pong (chances disso acontecer: 0,4%). E esse sorteio me fez entrar em uma série de análises, especulações, e considerações sobre quais os caminhos que um time interessante mas um pouco bizarro do Suns pode seguir para tentar voltar à relevância depois de uma série de temporadas bizarras.

A verdade é que o time do Suns tem habitado a loteria do Draft já faz um bom tempo, mas não tem conseguido muito sucesso. Devin Booker no #13 em 2015 foi um absoluto achado, mas as más campanhas nos anos seguintes renderam três jogadores de começos questionáveis em Dragan Bender, Josh Jackson e Marquise Chriss – todos eles boas escolhas no momento que aconteceram, mas jogadores cujo desenvolvimento não tem sido à altura das expectativas e deixou o Suns com apenas Booker de peça que realmente possa ser a base para o futuro enquanto as outras três ainda estão esperando um veredito final.

Mas eu também tenho um carinho grande pela franquia Suns por causa de Steve Nash e dos anos de ouro dos sete segundos ou menos de lá, que gerou os meus times favoritos da história da NBA, então eu não consegui resistir à tentação de escrever essa coluna sobre como o Suns pode jogar suas cartas nessa offseason para se remontar rumo a ser um time respeitável e decente. Então apresento a vocês meu plano em 5 passos para salvar o Phoenix Suns, começando por…

1.  Não pense demais com a escolha #1 e pegue Luka Doncic

Eu entendo o sentimento de que alguns torcedores da franquia queiram usar a escolha #1 do Draft para pegar DeAndre Ayton, o pivozão de Arizona que já é mais conhecido da torcida e ídolo local.

Mas seria uma burrice imensa. Ayton é bom, e tem enorme potencial, mas ele não é o melhor jogador desse Draft, e você sempre deve pegar o melhor jogador com a escolha #1. E esse é Luka Doncic, o fenômeno esloveno de 19 que nessa jovem idade já:

  • Venceu a Euroliga com o Real Madrid
  • Foi o MVP da Euroliga
  • Foi o MVP do Final Four da Euroliga
  • Foi o MVP da Liga Espanhola
  • Venceu o Eurobasket com a Eslovênia
  • Foi eleito para o Time Ideal do Eurobasket
  • É o melhor jogador do melhor time da segunda melhor liga de basquete do mundo

Eu sou obrigado por contrato a incluir a pergunta aqui, então: “E você, o que estava fazendo aos 19 anos?”

Agora que tiramos isso do caminho, a verdade é que Doncic é um jogador melhor e mil vezes mais realizado nessa idade jogando em torneios de nível muito mais alto que a NCAA. Ele destruiu jogadores como Porzingis no Eurobasket, venceu títulos inéditos, e conduziu o Real Madrid durante o ano todo ao título da Euroliga e às finais da Liga Espanhola (ainda não realizadas) depois da lesão no joelho de Sergio Llull. Ele é o jogador perfeito para a NBA moderna, um ala forte e versátil capaz de jogar e defender múltiplas posições e realizar diversas funções em quadra, capaz de criar para os outros e para si mesmo bem como ser uma ameaça fora da bola com os chutes de longa distância.

E além de Doncic ser individualmente melhor do que Ayton, tem outros dois motivos pelos quais ele deveria ser a escolha #1 nesse Draft. O primeiro é simples: o jogo simplesmente está se distanciando de jogadores de garrafão para cada vez ser mais dominado por alas versáteis como Doncic. Ayton é bom, mas ele é exatamente o tipo de jogador que os playoffs de 2018 estão expondo como cada vez menos impactantes, jogadores de garrafão que seguram muito a bola e não conseguem defender em espaço. Embiid e Gobert são dois dos melhores pivôs da NBA, mas tanto 76ers como Jazz tiveram dificuldade de mantê-los em quadra durante certos momentos desses playoffs, enquanto alas criadores como LeBron, Tatum e Harden tem dominado as atenções. Doncic é o tipo de jogador para o qual a NBA se direciona cada vez mais, não Ayton.

O segundo motivo é ainda mais simples: Doncic é um encaixe melhor com o Suns. O franchise player hoje no elenco de Phoenix é Booker, que por mais talentoso que seja é um jogador de difícil encaixe: não muito alto e longo, fraco defensivamente, você precisa colocar Booker do lado de um armador grande que consiga defender jogadores maiores, mas que também seja uma ameaça fora da bola para um Booker que gosta muito de jogar com a bola nas mãos. Doncic preenche todas as necessidades: é um excelente criador e passador de elite quando precisa iniciar o ataque, mas é um bom chutador que se move bem sem a bola para quando ela estiver com Booker, e sua versatilidade e tamanho ajudam muito a esconder os problemas de encaixe que Booker gera na defesa e permite à comissão técnica do Suns ficar mais criativa e flexível, crucial na NBA moderna: você pode usar ambos como dupla de armadores, pode colocar Doncic na posição 3 quando quiser jogar com outro armador… as possibilidades são inúteis, e formam uma base muito mais coerente para se construir.

Ayton vai ser bom e é um baita prospecto, mas pegar ele na frente de Doncic seria o tipo de erro que muda para pior o destino de uma franquia, e o Suns não precisa de mais ajuda nesse sentido.

2. Pegue o melhor jogador disponível com a escolha #16, independente da posição.

É difícil saber exatamente quem vai ou não estar disponível para o Suns com a escolha #16, que receberam do Heat na troca de Goran Dragic (ironicamente, companheiro de seleção de Luka Doncic), mas é o tipo de situação que o Suns não deveria complicar demais: escolhe o melhor jogador disponível, e pronto. O time ainda está montando sua base e tem talento de menos para adotar outra abordagem.

Se um armador como Shai-Gregorious Alexander ou um arremessador como Lonnie Walker estiver disponível na escolha #16 vai ser uma enorme vitória do Suns e imagino que o pessoal na Draft room do time estará dando piruetas, mas não consigo ver nenhum dos dois caindo. O mais provável é que o melhor jogador disponível seja um de um protótipo que esse Draft tem de sobra entre as escolhas #15 e #25: um ala defensivo, longo, versátil e capaz de defender múltiplas posições, o que também seria um bom encaixe para esse time do Suns. O último Mock Draft da ESPN tem Phoenix ficando com Zhaire Smith, que segue exatamente esses moldes e seria uma boa adição a esse núcleo.

3.Faça de Dragan Bender seu pivô titular para o futuro

Dragan Bender não realmente se destacou em duas temporadas de NBA na qual foi um dos jogadores mais mal utilizados da liga nas mãos de uma incompetente comissão técnica, mas ele tem enorme talento e potencial, e é EXATAMENTE o tipo de jogador que você quer para um time que vai ter como núcleo o trio Devin Booker, Luka Doncic e Josh Jackson. Bender ainda tem muito caminho pela frente, mas ele é longo e inteligente o suficiente para proteger o aro E com pés ágeis o suficiente para trocar a marcação no perímetro, mantendo a característica de versatilidade dessa formação base.

Ofensivamente, Bender não tem o skill set de uma estrela, mas tem um conjunto de habilidades complementar extremamente valioso se bem utilizado: um excelente passador com um bom chute de fora (36,6% de três pontos em 2018), Bender teve ótimos momentos quando o Suns finalmente usou ele de pivô (apenas 33% dos seus minutos vieram na posição), espaçou a quadra ao seu redor e deixou Bender usar seus passes da cabeça do garrafão, encontrando arremessadores e jogadores cortando para bons arremessos (foram 10 jogos com 4+ assistências para o jovem pivô). Bender é capaz de passar em movimento em um pick and roll, e seu chute é uma arma importante para espaçar a quadra e forçar movimentações da defesa. Você não quer ele arremessando demais, ou centralizando seu ataque, mas como peça complementar que faz tudo fluir ele pode ser muito útil.

O problema é que essas habilidades ficam em segundo plano quando Bender joga de PF ao lado de outro pivô. Um segundo jogador de garrafão congestiona o garrafão e fecha esses espaços para passes, e assim o arremesso e passes de Bender tem um valor muito menor. Parte da decisão é a questão física – Bender ainda é magro e não tem o corpo para aguentar jogar de tempo integral de pivô – mas parte grande ainda é uma reticência do Suns de se comprometer com ele como o 5 do futuro da equipe. Phoenix chegou a usar Bender, que foi colocado na Terra pelos deuses do basquete pra ser o protótipo do pivô moderno, na posição TRÊS!

Isso precisa mudar: Bender ainda tem muito desenvolvimento físico e técnico pela frente, mas ele é exatamente o jogador versátil e com as habilidades para complementar perfeitamente o seu núcleo, e você deveria estar focando seus esforços em desenvolvê-lo e prepará-lo para o que vai ser daqui a dois anos. Ele pode não estar pronto ainda, mas Phoenix está se montando para o futuro e não para o hoje, e se não começar a fazer esse compromisso de desenvolvimento ele nunca estará. A boa notícia é que o novo técnico da equipe Igor Kokoskov é alguém que sabe muito bem usar pivôs europeus com seu conjunto de habilidades, e sua chegada vai ser excelente para o futuro de Bender.

4. Libere espaço salarial e vá atrás de Aaron Gordon, mas não gaste mais que isso.

O Suns entra na offseason apenas 4 milhões abaixo do limite salarial projetado de 101 milhões para o ano que vem, o que dificilmente tornaria ele um fator no mercado. Mas esse número é um pouco enganoso por ser o número fechado, e o Suns se quiser pode rapidamente abrir muito mais espaço: 18 milhões adicionais renunciando aos direitos de free agents de Alex Len e Elfrid Payton (que não faz sentido o Suns trazer de volta, anyway), e mais 5 milhões pelo contrato não-garantido de Alan Williams. Pequenos ajustes e contratos não garantidos podem abrir mais 2-3 milhões. Mesmo mantendo 9 milhões de cap hold pelos salários das futuras escolhas #1 e #16 do Draft, o Suns consegue abrir facilmente 21 milhões de espaço salarial com esses movimentos, sem esforço.

Se necessário, o Suns também pode ir atrás de medidas mais drásticas para abrir ainda mais espaço, mas eu não acho uma boa ideia e passaria longe. Phoenix pode abrir 8 milhões de espaço imediatamente usando a stretch provision no contrato horrível do Brandon Knight (que vai até 2020), mas isso também jogaria dinheiro morto no salary cap até 2023, e a última coisa que o Suns quer é atrapalhar sua situação salarial para o momento que o time deve enfim estar brigando para ser competitivo. Da mesma forma, o time tem escolhas de primeira rodadas extras (Heat e Bucks) que pode usar para se livrar de um contrato ruim como Jared Dudley ou talvez até TJ Warren, mas também não vale a pena para um time em reconstrução onde os ativos são mais valiosos que os sonhos megalômanos de free agents. O único contrato que justificaria uma troca dessas seria realmente se livrar do Brandon Knight, por ele ir um ano a mais e ajudar o Suns a abrir DOIS espaços máximos ano que vem, mas seu contrato é tão ruim que provavelmente sairia caro demais em escolhas e/ou jovens talentos encontrar alguém que aceite absorver esse valor. O Suns não deveria se sentir tentado por nenhuma dessas ações drásticas: 21 milhões de espaço salarial é mais do que suficiente para um time como Phoenix.

E a coisa mais importante para Phoenix com todo esse espaço salarial é não fazer besteira. Ano que vem o time tem mais 27 milhões saindo da folha com o fim dos contratos de Tyson Chandler, Jared Dudley e Troy Daniels antes da renovação de Devin Booker; o Suns pode tranquilamente conseguir espaço para um contrato máximo ou até dois (se usar alguma das medidas do parágrafo anterior) em uma boa classe de free agents que pode ter (entre outros) Kyrie Irving, Kawhi Leonard, Jimmy Butler e Klay Thompson. Pode ser improvável hoje que o Suns acabe com qualquer um deles, mas coisas estranhas acontecem o tempo todo na NBA, e essas coisas são imprevisíveis. E mesmo que não pegue um dos principais free agents, você ainda pode usar esse espaço salarial para trazer bons complementos e renovar confortavelmente com seus próprios jogadores. A pior coisa que o Suns pode fazer é usar a velha cartilha do Pistons e gastar só porque tem dinheiro para gastar, atulhando o salary cap com jogadores que não adicionam nem fazem sentido na estrutura da equipe que você está montando.

No entanto, tem UM jogador que eu acho que o Suns deveria ir atrás com seus 21 milhões (potenciais) de espaço salarial, que é Aaron Gordon. Gordon é ainda muito jovem (22 anos), então ele acompanharia a curva de idade e desenvolvimento do resto do Suns, e eu acho que o ala do Magic tem EXATAMENTE o tipo de jogo que o Suns precisa para complementar seu núcleo central: um PF versátil capaz de defender quatro ou cinco posições, dar bons passes e seguimento a jogadas como um ballhandler secundário. Se seu núcleo futuro é Booker, Doncic, Josh Jackson e Dragan Bender, você quer construir o time mais flexível possível, um time no qual a bola rode bastante, todos os jogadores possam fazer jogadas contra defesas em movimento e encontrem jogadores cortando ou no perímetro para cestas fáceis. Gordon encaixa perfeitamente nesse estilo, uma versão obviamente piorada mas semelhante ao que Draymond Green faz em Golden State.

O principal problema de Gordon em Orlando era ser um jogador com esse estilo de jogo e conjunto de habilidades complementar mas que queria jogar como uma estrela, conduzindo a bola em pick and rolls, arremessando a partir do drible, e tentando resolver tudo sozinho. Gordon era um Draymond Green querendo jogar como Kevin Durant. Ainda assim, esse é exatamente o tipo de jogador que eu acho que times inteligentes deveriam ir atrás: jogadores talentosos que não conseguiram brilhar em uma situação péssima, e só o Kings tinha uma situação pior do que o Magic para oferecer a Gordon (ver: OLADIPO, Victor). Eu acredito que no time certo e com o papel certo Gordon pode realizar seu potencial, e acho um bom encaixe no Suns.

Existe risco, claro. Idealmente, você traria Gordon em um contrato de três anos (com talvez uma opção do time no quarto) que te permitiria fazer a experiência com ele e pular fora se desse errado antes que as extensões de Josh Jackson e Luka Doncic entrem nos livros, mantendo assim sua folha salarial mais tranquila. Gordon também é um free agent restrito, o que significa que poderia sair muito caro uma oferta que o Magic aceite perder o jogador de graça e decida não igualar, mas os boatos vindo de Orlando dizem que a equipe não está tão interessada em renovar com o ala – o Suns poderia oferecer um sign and trade, por exemplo por Marquiss Chriss, para facilitar a chegada dele caso apenas uma oferta salarial não seja suficiente para que Orlando não iguale a proposta.

Em geral o Suns não deveria estar ansioso para gastar esse espaço salarial logo, mas Gordon é o jogador que eu vejo valendo a pena fazer isso – jovem, potencial, bom encaixe e trás exatamente as habilidades que o time precisa. Trazer Gordon agora não é apenas pelo jogador que ele é, mas porque eu acho que traria um valor adicional muito importante no desenvolvimento desse núcleo nos próximos anos rumo ao basquete que eles deveriam jogar.

Se o Suns não conseguir Gordon, ai sim eu acho que não vale a pena adicionar nenhum tipo de contrato que vá além de 2019. O ideal seria trazer alguns bons veteranos em contratos de um ano – Danny Green e JJ Redick são bons exemplos do que vem à mente – seguindo a cartilha do Sixers, talvez até um contrato de um ano (com opção no segundo que o time controle) para alguém de potencial como Derrick Favors. Mas o foco nesse momento tem que ser o ponto 5, e depois pensar em 2020 e além.

5. Desenvolva direito seus jovens jogadores

Esse é o passo mais importante de todos, e o mais difícil.

Se você seguiu com sucesso os passos 1-4, o seu quinteto para o futuro agora é: Devin Booker, Luka Doncic, Josh Jackson, Aaron Gordon e Dragan Bender (eu vejo TJ Warren melhor como sexto homem, e não confio nada em Chriss). Esse é um quinteto inicial muito promissor, mas cujo encaixe não é o mais tradicional do basquete – você precisa de um técnico criativo, que pense fora da caixa e esteja disposto (e saiba como) a usar essas peças da melhor forma possível para eles. É isso que o Suns acredita que tenha no novo técnico Igor Kokoskov, que eu acho uma escolha muito acertada: é um técnico criativo e inteligente, que tem experiência usando Doncic, um histórico positivo de desenvolvimento de jogadores jovens, e cujo estilo e mentalidade encaixam bem com esse elenco.

Esse time estaria melhor jogando um estilo semelhante ao Warriors ou o Celtics: sem ninguém concentrar demais a bola, muitos passes e movimentações sem a bola, muitas trocas de marcação defensiva. O elenco é perfeito para isso – você tem passadores e ballhandlers acima da média nas cinco posições, dois ótimos criadores em Doncic e Booker, a capacidade de trocar de marcação entre três ou até quatro posições na defesa, e a capacidade de jogar baixo ou alto dependendo do matchup sem precisar mudar tanto as peças – mas não é um estilo fácil de jogar, ou de dominar.

O resultado final é perfeito para maximizar o elenco, mas a jornada para chegar lá é longa: Booker é quase uma estrela, mas ainda precisa aprender a jogar melhor sem a bola e continuar trabalhando nos seus passes e sua defesa; Doncic pode ser o adolescente mais bem sucedido da história do basquete, mas ainda vai ser um calouro em 2019. Bender não foi bem no seu começo de carreira na NBA, e precisa desenvolver suas leituras e seu corpo. Gordon precisa enfim se adaptar ao estilo que suas qualidades dizem que ele deveria jogar. Jackson foi extremamente irregular como calouro – o que é normal – e vai para apenas seu segundo ano de NBA. O Suns está montando um time – e esses 4 primeiros passos também são assim – pensando no que vai acontecer em 2021, não 2018, e tão importante quanto escolher os jogadores certos no Draft, gastar bem seu dinheiro e fazer boas trocas é o processo que vai acontecer com o que já está no seu elenco nesses 3 anos.

Phoenix tem sido um dos piores times de toda a liga desenvolvendo jogadores nos últimos tempos, e se isso se mantiver, o Suns pode acertar os passos 1-4 o quanto quiser que nunca vai ter sucesso em se reinventar como contender. O que o time precisa fazer o que puder nessa offseason (passos 1-4) para se colocar na melhor situação para o futuro, mas o que vai decidir aonde esses passos levarão o time vai acontecer ao longo das próximas temporadas.

6 (Bônus). Se tudo isso der errado, sequestre Robert Sarver e force ele a vender o Suns.

Porque se tudo der errado, ainda tem isso. Poucas coisas são piores para uma franquia nos esportes do que um dono ruim e Sarver é um dos piores da NBA, alguém que se mete demais na hora errada, foge na hora que a franquia precisa, e não faz nenhum esforço ou gasto extra por mais necessário que seja para o time. Se não fosse Sarver e sua mão fechada o Suns de Nash teria vencido pelo menos um título, e muito provavelmente não estaria hoje com a pior campanha da NBA e escolhendo na loteria pelo oitavo ano seguido.

Um time pode ter sucesso apesar do dono, mas é um caminho muito mais difícil. Então se tudo der errado, a única coisa que resta a Suns é eliminar esse problema da forma como puder.

Agradecimentos pelas ajudas e ideias da coluna ao mito Nepopop e ao Gui, dois dos mais fanáticos torcedores do Suns que eu conheço.

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