NFL Mock Draft 2018 1.0

NFL Draft

Agora a offseason da NFL já foi oficialmente inaugurada e várias contratações já foram feitas, com vários times mostrando suas mãos e seus planos para a próxima temporada. A grande maioria dos free agents importantes já está fora do mercado, e os times começaram a ir ao mercado para suprir suas carências. Os planteis começam a tomar forma, e a lista de “necessidades” de várias franquias começou a ficar mais clara. E vocês sabem o que isso significa.

… ok, talvez não saibam. Mas eu conto mesmo assim.

É hora para aproveitar que temos uma noção mais clara do que cada time tem, do que cada time precisa, e do plano de cada franquia e montar nosso primeiro Mock Draft do ano.

A ideia aqui ainda é um Mock Draft mais cru, focado mais nos times e suas necessidades do que nos jogadores. O Draft em si ainda tem mais de um mês para acontecer – começa dia 26 de abril – e provavelmente não será a última vez que falaremos do assunto, com muita coisa ainda para acontecer.

Então por hoje vamos fazer esse Mock Draft mais sem compromisso, uma simples discussão de escolhas e times que fazem sentido se encontrarem daqui a um mês e meio. No próximo Mock Draft que faremos – que será exclusivo para os nossos assinantes – vamos começar a dar maior enfoque em falar dos jogadores a serem selecionados.

Agradeço também todas as pessoas que me ajudaram a discutir escolhas ou aspectos específicos desse Mock Draft, em especial a galera da FEIA e do Zona FA. Eu recomendo também que vocês deem uma olhada no trabalho do pessoal do On The Clock e comprem o Guia do Draft deles, com análises bem inteligentes e profundas de 100 prospectos para você conhecer – 32 deles, inclusive, são os nomes que estarão nessa coluna de hoje.

E nos ajudem a continuar fazendo esse trabalho se tornando assinantes do TM Warning, e tendo assim acesso a todo nosso conteúdo (inclusive futuros Mock Drafts) e benefícios exclusivos.

Então vamos para nosso Mock Draft, começando por…

Escolha #1
Cleveland Browns
Escolha: Sam Darnold, QB, USC

Com o crescente hype em cima do RB Saquon Barkley desde o combine, e o Browns fazendo uma troca bem cara para pegar um QB veterano em Tyrod Taylor, começou a crescer a ideia de que o time poderia ir atrás de Barkley – cotado por muitos como o melhor jogador dessa classe – na escolha #1, deixando para pegar o melhor QB disponível na #4.

Mas isso parece bem difícil atualmente, considerando que o Browns acabou de contratar Carlos Hyde para formar uma sólida dupla de RBs com Duke Johnson, o histórico de John Dorsey de achar RBs no meio do Draft, e – talvez mais importante – a troca que o Jets fez para subir para a escolha #3 do Colts, que pode iniciar uma corrida pelos QBs no topo do Draft e reduzir as chances de que o QB desejado pelo Browns caia até o #4. Ter Hyde e Johnson a bordo não excluiria o Browns de selecionar Barkley, claro, mas reduz seu impacto (e portanto o valor da escolha) e Taylor não é mais do que uma “ponte” para um QB do futuro em Cleveland. Um QB parece o mais provável.

Então o Browns pega Sam Darnold, que não é meu QB favorito desse Draft – na verdade é meu #3. Mas considerando o quão parelha o topo dessa classe parece acaba virando mais uma questão de diferenças mínimas de opinião, e com Mayfield sendo um prospecto fora do “padrão” para a escolha #1 (times preferem errar seguindo o padrão do que tentando algo diferente, sempre) e os comentários públicos de Rosen de não querer jogar na franquia de Ohio, Darnold parece a escolha mais lógica para ser o nome do futuro para o Browns, e o próximo integrante (depois de Taylor) da Hydra dos QBs do Browns.

Escolha #2
New York Giants
Escolha: Josh Rosen, QB, UCLA

Tem crescido nas últimas semanas o boato de que o Giants pode optar por não escolher um QB aqui e ir no melhor jogador disponível – que seria Bradley Chubb, Barkley ou Quenton Nelson – nessa posição para tentar reforçar o time no curto prazo e tentar vencer ainda com Eli Manning como seu QB.

Eu acho extremamente improvável. O grande problema ofensivo do Giants em 2017 foram lesões nos WRs e uma horrenda linha ofensiva, mas Manning também sofreu uma queda considerável no seu jogo nos últimos dois anos e não é mais o mesmo jogador que foi no passado. O Giants tem buracos demais e joga em uma NFC difícil demais para achar que vai conseguir se catapultar para um contender só com essa escolha, especialmente considerando o quão ruim a OL ainda vai ser.

Se o Giants realmente estiver investido no all-in para competir no curto prazo o melhor a se fazer é aproveitar que o Jets pegou a escolha #3 do Draft, ligar para o Bills e oferecer essa escolha #2 pelo caminhão de escolhas que o Bills acumulou (mais sobre isso daqui a pouco), que daria ao time a possibilidade de maximizar o retorno dessa escolha e preencher muito mais buracos de uma vez só nessa tentativa de ser competitivo. Mas acho que no final do dia, e sabendo que os dias de Eli Manning como QB de NFL estão acabando, o Giants não vai passar a chance de pegar seu franchise QB do futuro, e Rosen é o melhor QB dessa classe (a meu ver) e um excelente encaixe.

Escolha #3
New York Jets (via Colts)
Escolha: Josh Allen, QB, Wyoming

Da para entender a troca que o Jets fez: o time precisa urgentemente – faz uns 40 anos – de um bom QB para construir seu time em volta, e esse Draft com quatro potenciais franchise QBs (na visão da maioria, não necessariamente a minha) parecia o cenário ideal para conseguir um. O problema é que com uma corrida aos QBs se desenhando no topo desse recrutamento – Browns precisa de QB, Giants e Broncos devem estar pensando em pegar um, e vários times tentando subir para as escolhas #3 e #4 – o Jets corria o risco de ver sua escolha #6 chegar e nenhum dos quatro estar disponível. Então o time agressivamente montou um pacote e subiu para a escolha #3 do Colts antes que algum time o fizesse.

A lógica faz bastante sentido, e a agressividade é compreensível. O problema é o preço pago: a escolha #6, a #37, #49 e uma 2nd rounder do ano que vem. Segundo a calculadora do Football Perspective feita pelo Chase Stuart, que computa o valor histórico de cada escolha de Draft, o Jets pagou aproximadamente o DOBRO do valor da escolha #3 que eles adquiriram.

Claro, franchise QBs sempre serão uma excessão a esse tipo de modelo e é comum times terem que pagar um valor bem mais alto para subir por escolhas quando o objetivo é pegar um QB no topo do Draft, mas ainda é um custo muito acima do normal e que ainda da ao Jets bem pouco controle sobre quem eles vão escolher, já que o mais provável é que as duas escolhas anteriores sejam QBs e o Jets seja obrigado a escolher entre os “que sobram”. É provável que o Jets está confortável escolhendo ao menos 3 QBs diferentes para ter feito essa troca, mas dado essa incerteza e o custo não consigo achar que foi uma troca boa – ainda que tenha sido uma que faça sentido. Eu odeio julgar movimentos pelo resultado e não pelo processo, mas esse é aqueles casos onde o preço vai valer a pena caso o QB pego realmente seja o Franchise QB cogitado, e vai ser um grande problema caso não seja. Dada a incerteza de quem vai cair e o alto risco dos QBs dessa classe, o risco talvez seja alto demais.

E o Jets aqui vai compor esse erro pegando Josh Allen, alguém que muitos analistas veem como o melhor QB da classe por ter um “corpo perfeito” mas eu acho que tem “bust” escrito na testa, especialmente em uma situação caótica como a do Jets. Mas ele parece ser o QB mais bem cotado disponível sem Rosen e Darnold (não para mim), então é quem o Jets vai escolher.

Escolha #4
Buffalo Bills (Troca com Cleveland, via Texans)
Escolha: Baker Mayfield, QB, Oklahoma

É isso ai, QUATRO quarterbacks seguidos no topo do Draft!

O Bills tem feito um trabalho incrível de acumular escolhas de Draft – pegando uma 1st rounder extra do Chiefs ano passado quando subiram por Pat Mahomes, uma 2nd rounder extra por Sammy Watkins, uma 3rd rounder bem alta por Tyrod Taylor (quem eles iriam cortar anyway), dai subindo para da pick #21 para a #12 em troca de Cordy Glenn – e é bem claro que o objetivo é juntar os ativos para fazer um trade up e pegar um QB na noite do Draft.

Essa movimentação do Bills sem dúvida foi um fator por trás da troca do Jets, o que elimina um dos possíveis lugares que Buffalo faria essa troca. A escolha #2 sem dúvida será agora um alvo para o Bills, mas nesse cenário consideramos que o Giants não quis uma troca. Então a #4 passa a ser a opção lógica – na frente do Broncos na #5 – para o trade up do Bills, que oferece ao Browns as escolhas #12, #22 e a #56 (a pior das suas duas escolhas de segunda rodada) pela #4, um excesso de 60% no valor da escolha (pela Football Perspective) que é muito mais em linha com o preço normalmente pago por esses trade-ups e que dificilmente vai pesar tanto para um Bills que tem um capital tão grande de escolhas de Draft para gastar.

Com isso o Bills consegue entrar no Top4 e garantir o seu futuro franchise QB, Baker Mayfield, meu segundo favorito dessa classe e um ótimo achado para a franquia de Buffalo.

Escolha #5
Denver Broncos
Escolha: Saquon Barkley, RB, Penn State

O Broncos é um time que sem dúvida vai estar de olho em um QB nesse Draft mesmo depois de pegar Case Keenum e pode até cogitar um trade up para subir para a #4, mas parece improvável que o time pague muito por isso. Com Keenum na casa por dois anos a urgência de pegar um novo QB é menor, e com os quatro QBs principais do recrutamento já fora de alcance no #5 o Broncos pode se voltar para pegar o melhor jogador disponível, Saquon Barkley, melhor RB prospecto a entrar na NFL desde Adrian Peterson e que vai ajudar muito Keenum e o novo ataque de Denver a ter sucesso em 2018 e além.

Escolha #6
Indianapolis Colts (via Jets)
Escolha: Bradley Chubb, DE, NC State

Considerando que o Colts confia na volta de Andrew Luck para ser seu QB nos próximos anos, o time fez o que deveria fazer com a escolha #3 em um Draft lotado de quarterbacks: maximizar seu retorno com a escolha, e a forma de fazer isso foi pegando esse enorme resgate do Jets e acumulando múltiplas escolhas extras enquanto ainda pegando o jogador que provavelmente selecionariam no #3 de toda maneira, Bradley Chubb. Chubb é considerado o melhor pass rusher do Draft, alguém que vai ajudar demais uma linha defensiva anêmica que foi a terceira pior de 2017 conseguindo sacks.

E, no processo, o Colts ganha duas escolhas de segunda rodada extras para ajudar a reforçar os muitos buracos que esse time ainda tem. Excelente troca do Colts, e excelente encaixe.

Escolha #7
Tampa Bay Buccaneers
Escolha: Quenton Nelson, Guard, Notre Dame

Em 95% das listas de especialistas são dois os jogadores que brigam pelo posto de melhor jogador do Draft. Um era Barkley, e o outro é Quenton Nelson. O problema de Nelson é jogar em uma posição que, apesar disso ter mudado um pouco nos últimos anos, ainda é uma posição muito menos valorizada, a de guard, o que reduz seu valor como jogador mesmo que seja alguém capaz de entrar na liga e ser um All-Pro desde o primeiro dia.

Tampa Bay tem necessidades enormes na secundária e pode muito bem resolver isso olhando para Denzel Ward ou Minkah Fitzpatrick nessa escolha, mas Nelson me parece bom demais para deixar passar nesse ponto do Draft e vai ajudar imediatamente a reviver um jogo terrestre que foi o sexto pior da liga em 2017.

Escolha #8
Chicago Bears
Escolha: Minkah Fitzpatrick, Safety, Alabama

Outro exemplo de um time que se beneficiou de um jogador muito bom caindo por causa da corrida pelos QBs no topo do Draft. Fitzpatrick é o terceiro melhor jogador do Draft na minha lista (atrás de Nelson e Barkley), um safety extremamente inteligente e versátil que pode jogar em múltiplas posições e cobrir muitas funções defensivas, o tipo de canivete suíço que está cada vez mais valorizado na NFL e vai ser um ativo assustador nas mãos do coordenador defensivo Vic Fangio.

Escolha #9
San Francisco 49ers
Escolha: Denzel Ward, CB, Ohio State

Roquan Smith tem sido uma escolha popular aqui dado os problemas fora de quadra (e até com lesões dentro dela) de Reuben Foster, MLB do 49ers e escolha de primeira rodada em 2017, e pode muito bem ser a direção a ser tomada. Mas San Francisco acabou de reassinar com Brock Coyle e tem Malcolm Smith (que perdeu 2017 machucado) voltando para esse ano, então a urgência talvez não seja tão grande assim.

Ao invés disso o Niners vai atrás do melhor jogador disponível, Denzel Ward, que ainda supre uma necessidade – San Francisco trouxe Richard Sherman esse ano e o segundoanista Ahkello Witherspoon mostrou promessa como calouro, mas CB ainda é uma posição que carece de talentos e tanto Sherman (vindo de lesão) e Witherspoon representam ainda um risco para o time e não são garantia de produção. Ward não é o encaixe ideal para o sistema defensivo de San Francisco por causa do tamanho, mas é um jogador bom demais para deixar passar aqui. O safety de Florida State, Derwin James, também seria uma possibilidade.

Escolha #10
Oakland Raiders
Escolha: Roquan Smith, LB, Georgia

O Raiders precisa urgentemente de um playmaker defensivo no meio do campo, e Roquan Smith é o melhor linebacker desse Draft, alguém capaz de jogar tanto contra a corrida como na cobertura e com a velocidade para cobrir uma enorme área no meio do campo. Ele e Derwin James são provavelmente os melhores jogadores disponíveis a essa altura, e Smith no final se prova um talento bom demais para passar.

Escolha #11
Miami Dolphins
Escolha: Joshua Jackson, CB, Iowa

Essa me parece ser uma excelente escolha para um trade down com outro time que queira algum jogador específico, e não ficaria chocado se algum time tipo Arizona tentasse pular até aqui para pegar mais um QB. Mas não me parece que a oferta virá, e Miami precisa de ajuda na secundária depois de ter a quarta pior defesa contra o passe em 2017, então dois nomes parecem boas opções aqui: Derwin James e Joshua Jackson.

James seria minha escolha por sua versatilidade, atleticismo e principalmente por ser o melhor talento disponível mesmo que o Dolphins já tenha sua dupla de safeties. Mas Jackson também é muito talentoso e preenche a necessidade mais urgente com seu playmaking na secundária (Miami teve apenas 9 interceptações em 2017, quinto pior da liga) em uma posição mais carente por talento de alto nível.

Um DT também faria sentido para Miami considerando a dispensa de Suh, mas a essa altura não parece ter nenhum disponível que faça sentido com essa escolha – um dos motivos pelos quais um trade down faria sentido.

Escolha #12
Cleveland Browns (Troca com Bills, via Bengals)
Escolha: Derwin James, Safety, Florida State

O Browns já fez uma cacetada de movimentações nessa offseason envolvendo a secundária, então tem uma chance do time não querer adicionar mais um jogador desses no Draft e ir atrás de uma necessidade maior como OT (depois da aposentadoria de Joe Thomas) ou pass rush.

Mas a maioria das movimentações na secundária não parecem de forma alguma definitivas, com a maioria dos jogadores sendo no máximo opções temporárias médias ou jogadores que ainda precisam se provar. James seria imediatamente o melhor jogador (e o de maior potencial) nessa unidade, e com sua versatilidade o Browns poderia continuar movendo e testando suas outras peças ao redor da secundária até encontrar o melhor esquema. A essa altura ele é simplesmente um jogador bom demais para deixar passar.

Escolha #13
Washington Redskins
Escolha: Vita Vea, DT, Washington

Washington precisa já faz algum tempo de um bom DT com bastante bife no meio da linha defensiva, terminando como a terceira pior defesa contra a corrida em 2017 – um dos motivos pelos quais o time está ligado na offseason a Jonathan Hankins. Se for contratado, talvez essa escolha mude, mas hoje parece que essa é de longe a maior necessidade do time, ao ponto de que possa valer a pena um pequeno overpay por Vea e apostar não só no seu talento para conter a corrida como seu potencial no pass rush por dentro da linha defensiva.

Escolha #14
Green Bay Packers
Escolha: Harold Landry, Edge, Boston College

Green Bay pode ir aqui em um número enorme de opções na mesa, e um trade down faria bastante sentido considerando que muitas dessas opções ainda estariam disponíveis mais para baixo e o time acumularia escolhas extras no processo. Sob a velha direção, muito provavelmente seria o que aconteceria.

Mas a direção mudou, e aqui o Packers vai ficar no lugar e pegar a melhor opção ao seu dispor. E as opções são enormes: o time poderia pegar um RT como McGlitchney, talvez alguém da secundária ou ir atrás de um pass rusher, eterna necessidade do time.

Green Bay acabou de trazer Muhammad Wilkerson, o que pode esfriar a vontade do time em ir atrás de pass rushers, mas Wilkerson caiu muito sua eficiência nessa área do jogo e pode não ser uma solução de longo prazo. Ainda é talvez a grande necessidade do time, e as opções aqui são enormes. Alguns estão apaixonados pelo potencial de Tremaine Edmunds, mas com 19 anos o ex-jogador de Virginia Tech ainda está um pouco longe de ser um contribuidor imediato, e Green Bay precisa de ajuda no curto prazo enquanto o corpo de Aaron Rogers ainda está inteiro. Landry está mais pronto para ajudar agora.

Escolha #15
Arizona Cardinals
Escolha: Mike McGlitchney, OT, Notre Dame

Arizona precisa desesperadamente de um QB, pois ninguém no universo acha que Sam Bradford e Mike Glennon sejam a solução sequer para 2018, quanto mais para o futuro do Cardinals. Mas com Arizona não tendo os ativos para trocar no topo do Draft e entrar na brincadeira do Top4, eles precisarão descer para o segundo escalão dos QBs, e infelizmente não tem nenhum que valha essa escolha #15 no momento, especialmente considerando a queda na quantidades de times em busca de um signal caller (e portanto da concorrência por esses jogadores).

Então Arizona vai para outra das suas maiores necessidades, linha ofensiva, que foi um desastre em 2017 (pior ataque terrestre da NFL e sétimo time que mais cedeu sacks) e deve sofrer algumas causalidades para abrir cap space muito em breve. Mike McGlinchey é o melhor prospecto de linha ofensiva disponível com a saída de Quenton Nelson (que não vai cair até aqui nunca), um bom jogador que ajudará bastante a manter defesas longe do QB de vidro da franquia (Bradford) e pode dar estabilidade para o próximo QB a se desenvolvido por Arizona.

Escolha #16
Baltimore Ravens
Escolha: Calvin Ridley, WR, Alabama

O Ravens tem uma necessidade urgente na posição de WR, tendo um dos piores (talvez O pior) corpo de recebedores da liga ano passado. Baltimore trouxe Michael Crabtree e tentou trazer Ryan Grant (que não passou no exame médico) para ajudar, mas Crabtree mostrou sinais complicados de declínio ano passado e dificilmente será a solução por muito tempo.

Então com Crabtree como o jogador mais físico e de posse o time pode se beneficiar demais de adicionar um playmaker mais dinâmico em Ridley, que não tem o físico e o tamanho do ex-Raider mas tem a velocidade e o dinamismo pra ser uma ameaça tanto com a bola nas mãos como nas rotas mais longas. O Ravens teve um dos piores ataques aéreos da liga ano passado que segurou um time bem sólido, e embora o maior problema talvez tenha sido seu QB, o Ravens está preso a Joe Flacco por pelo menos mais dois anos graças ao seu salário, então a segunda melhor opção é adicionar mais armas e playmakers e tentar minimizar o impacto do seu QB através dos recebedores.

Escolha #17
Los Angeles Chargers
Escolha: Da’Ron Payne, DT, Alabama

O Chagers pode optar por ir aqui atrás de ajuda na secundária, mas dificilmente terá aqui disponível um jogador que valha a pena o investimento. OL também pode ser uma opção, mas acabei optando por pegar uma nova âncora para sua linha defensiva, alguém com experiência e qualidade ancorando o miolo tanto contra a corrida como ocupando bloqueadores, um encaixe perfeito para o Chargers causar ainda mais estragos com sua dupla de estrelas pass rushers, Joey Bosa e Melvin Ingram.

Escolha #18
Seattle Seahawks
Escolha: Connor Williams, OT, Texas

Parte do motivo que está levando Seattle a remontar sua defesa é mudar sua abordagem anterior de focar todos seus gastos em poucas peças de elite na secundária para possivelmente diversificar melhor esses investimentos. E, entre os investimentos negligenciados, de longe o mais custoso para Seattle dentro de campo foi a linha ofensiva, com Russell Wilson correndo para salvar a vida muito mais do que deveria nos últimos 3-4 anos. O time fez um movimento nessa direção com Duane Brown ano passado mas não pode parar por ai, e Connor Williams aqui parece o próximo passo lógico. Existe dúvidas sobre se Williams vai ser OT ou OG na NFL, mas ambos já seriam uma grande ajuda para Seattle.

Escolha #19
Dallas Cowboys
Escolha: Marcus Davenport, Edge, UTSA

Dallas precisa urgentemente de um novo WR, mas aqui provavelmente é cedo demais para pegar Courtland Sutton ou Christian Kirk (um trade down seria interessante nesse sentido), então Dallas deve novamente olhar para o lado defensivo da bola.

O Cowboys acabou de usar a Franchise Tag no pass rusher DeMarcus Lawrence, o que pode desencorajar a franquia a usar outro ativo em um rusher, mas Lawrence deve jogar esse ano sob a tag e, sem uma extensão (que parece improvável a essa altura e dada a situação salarial de Dallas) Lawrence já tem falado abertamente em testar novamente o mercado em 2018 – ou seja, pode ser uma solução de curto prazo que deixe Dallas de mãos abanando a partir de 2019. Também é importante lembrar que Lawrence caiu bastante de produção na segunda metade da temporada de 2017, e expôs a fragilidade do pass rush de Dallas: foi o terceiro pior da NFL da semana 9 em diante.

Davenport é alguém que eu gosto bem menos do que a média dos analistas, mas é um jogador muito bem cotado que alguns analistas tem saindo até no Top10, então é um bom valor para Dallas aqui para ajudar em 2018 e possivelmente ser o herdeiro da posição a partir de 2019.

Escolha #20
Detroit Lions
Escolha: Maurice Hurst, DT, Michigan

Hurst é um dos meus jogadores favoritos desse Draft, um dos mais disruptivos jogadores de linha defensiva dessa classe, mas seu status está muito em dúvida devido a uma recém-descoberta questão cardíaca que pode fazer o tackle de Michigan cair no recrutamento. Difícil realmente emitir um parecer sem ter todas as informações a essa altura.

Mas considerando nossa falta de informações aqui me parece um bom local para Hurst: ele já é um ídolo local em Michigan, onde fez college, e encaixa perfeitamente na maior necessidade do Lions no miolo essa linha defensiva, onde vai ser uma força consistente e ajudar bastante o recém-franchise tagged Ezekiel Ansah a fazer valer o investimento.

Muitas conversas também de que o Lions pode pegar aqui também um RB como Derrius Guice, mas considerando a enorme profundidade e oferta de RBs no meio desse recrutamento não vale a pena se antecipar e pegar um running back aqui antes da hora com opções melhores.

Escolha #21
Cincinnati Bengals (via Bills)
Escolha: Isaiah Wynn, OG, Georgia

Cincy iria adorar se Connor Williams ou McGlinchey caísse até aqui, visto como tackle tem sido o grande problema do time recentemente, mas o time já adereçou parte disso trocando por Cordy Glenn e aqui deve ficar satisfeito pegando o melhor jogador de linha ofensiva ainda disponível, o guard Isaiah Wynn de Georgia, alguém que vai entrar e ser titular desde o primeiro dia e ajudar a ancorar tanto o jogo terrestre como a proteção para o jogo aéreo em uma franquia que precisa urgentemente de ambas.

Escolha #22
Cleveland Browns (Troca com Bills, via Chiefs)
Escolha: Tremaine Edmunds, OLB, Virginia Tech

Com sua TERCEIRA escolha de primeira rodada, e já tendo reforçado sua secundária e pego o seu QB do futuro, o Browns vai atrás de ajuda para a defesa. Com tantas escolhas disponíveis e – apesar das movimentações recentes – uma timeline que ainda está voltada para o médio prazo, o Browns pode se dar ao luxo de apostar no potencial imenso de Edmunds, um jogador muito novo e cru que tem enorme potencial como OLB e pass rusher.

Escolha #23
Los Angeles Rams
Escolha: Sam Hubbard, Edge, Ohio State

O Rams tem poucas fraquezas no seu elenco e pode se dar ao luxo de draftar aqui o melhor jogador disponível caso algum nome de impacto caia. Um prospecto a desenvolver na OL como Kolton Miller ou um LB como Rashaan Evans pode estar em jogo, ou até Wynn caso ele caia até aqui.

Mas com a troca de Robert Quinn se aumentou ainda mais uma necessidade já existente do time por um pass rusher vindo das pontas, e Hubbard é alguém que subido muito rapidamente nos Draft Boards e tem enorme potencial jogando ao lado do fantástico Aaron Donald para um time que tem aspirações de competir já no curto prazo por um Super Bowl.

Escolha #24
Carolina Panthers
Escolha: Jaire Alexander, CB, Louisville

Carolina teve uma offseason movimentada na qual perderam Star Lotulelei e Andrew Norwell, o que por si só já gerou alguns buracos que o time apenas parcialmente tapou. Um OG como Will Hernandez ou Wynn (caso caia) sem dúvidas estão em jogo aqui, considerando que melhorar a linha ofensiva já era uma necessidade ANTES dela perder seu melhor jogador.

Mas o Panthers também tem uma enorme necessidade na sua secundária, a qual tinha adereçado na free agency com Bashaud Breeland antes de uma infecção no pé fazer seu exame médico ser reprovado e colocar o ex-CB de Washington no mercado. Então faz sentido para o Panthers buscar tapar esse enorme buraco via Draft no melhor CB disponível em Jaire Alexander, um valor melhor a essa altura do que os pass rushers ou jogadores de linha ofensiva disponíveis e que supre a maior carência do time.

Escolha #25
Tennessee Titans
Escolha: Rashaan Evans, LB, Alabama

O Titans tem sido um time bem ativo nessa offseason, indo atrás de vários ex-jogadores do Patriots novos jogadores que ajudem a franquia a adereçar algumas das suas necessidades. O Titans não tem nenhuma enorme necessidade aparente, embora tenha várias áreas onde possa melhorar.

Rashaan Evans parece um ótimo fit: o Titans pode se beneficiar de alguém ativo no segundo nível da sua defesa fazendo jogadas e acumulando tackles, algo que o time ainda sente alguma falta, e Evans talvez seja o melhor jogador disponível no Draft a essa altura. Um TE como Dallas Goedert também pode pintar aqui caso o time veja que está chegando a hora de substituir o subestimado mas um pouco velho Delanie Walker.

Escolha #26
Atlanta Falcons
Escolha: Billy Price, OL, Ohio State

Atlanta melhorou nos últimos anos nisso, mas ainda é um time top heavy com algumas áreas fantásticas e muitos buracos. Não seria surpresa ver o Falcons buscar um jogador de linha defensiva (Taven Bryan), um safety (Ronnie Harrison) ou até um tight end (Goedert) no Draft, todos preenchendo uma necessidade imediata para a franquia.

Mas o interior da linha ofensiva (em especial guard) também é um enorme problema para o Falcons, e se os exames médicos de Price estiverem ok ele é o melhor jogador disponível nessa escolha e um bom fit para Atlanta, e faria todo o sentido aqui com a escolha #26.

Escolha #27
Arizona Cardinals (Troca com Saints)
Escolha: Lamar Jackson, QB, Louisville

Depois de anos apostando em jogadores caros em detrimento dos jovens contribuidores, o Saints descobriu ano passado o quão maravilhoso pode ser você ter contribuições de jogadores jovens e baratos através do Draft, e uma classe de calouros historicamente boa deu ao Saints não só uma chance legítima de Super Bowl como um pouco de alívio salarial muito bem vindo. Então vindo dessa excelente experiência faria sentido para o Saints apostar novamente em maximizar seus ganhos do recrutamento.

Sem uma escolha óbvia a essa altura do Draft e sem uma escolha de segunda rodada esse ano (graças à troca por Alvin Kamara ano passado), o Saints troca essa escolha com Arizona pelas escolhas #47 (2nd round) e #79 (3rd round), adicionando uma escolha extra de terceira rodada para voltar 20 posições. A calculadora de Chase Stuart no Football Outsiders diz que o Saints pegou um excesso de 25% no valor da escolha #27 com essa troca, o que sem dúvida é um bom valor para a franquia.

Para Arizona a escolha é simples: se a escolha #15 era cedo demais para pegar um QB, o time volta para a primeira rodada se antecipando à concorrência com essa troca para selecionar o melhor QB disponível no recrutamento a essa altura, Lamar Jackson. Jackson era mais bem cotado que isso em diversas listas mas caiu em parte por aquela insana corrida aos QBs no começo do recrutamento (que Arizona não tinha os ativos para participar), mas aqui faz sentido para o Cardinals torrar seu limitado capital de Draft e pegar alguém para ficar um ano treinando atrás de Glennon e/ou Bradford antes de assumir a titularidade ano que vem.

Escolha #28
Pittsburgh Steelers
Escolha: Leighton Vander Esch, LB, Ohio State

O Steelers tem um time bem completo, e sua maior necessidade (safety) não parece algo que esteja disponível em um bom valor a essa altura, o que significa que a franquia pode se dar ao luxo de pegar algum jogador que escorregue no Draft ou o melhor jogador disponível a essa altura. No meu caderninho esse é Leighton Vander Esch, o vice-campeão da Força Nominal do Draft 2018 (atrás de Equanimeous St. Brown)e alguém que oferece uma proteção para a situação delicada e complicada de Ryan Shazier.

Não fique surpreso se o Steelers pegar aqui um RB caso sinta que a situação com LeVeon Bell não se prolongará por mais do que essa temporada, aliás.

Escolha #29
Jacksonville Jaguars
Escolha: Kolton Miller, OT, UCLA

A defesa do Jaguars parece bem estabelecida (foi a melhor ano passado) e o time gastou bastante nessa offseason (em geral, mal) para aumentar as armas à disposição de Blake Bortles no ataque, além de fazer uma das maiores contratações da offseason no guard Andrew Norwell. O time não parece ter muitas necessidades imediatas nesse sentido. O Jags poderia ir atrás de um LB como Esch para suprir a aposentadoria de Paul Pozlunsky mas dificilmente é o tipo de movimento caro que seria ideal aqui, especialmente com os dois melhores LBs do Draft indisponíveis.

Então o Jaguars faz a jogada pelo potencial de Miller, um cara ainda bem cru que pode dar boa profundidade para essa linha ofensiva – uma revelação em 2017 mas que pode regredir – e é um jogador de bastante potencial que pode se desenvolver e assumir a titularidade da linha ofensiva com Cam Robinson daqui a uns dois anos.

Escolha #30
Minnesota Vikings
Escolha: Taven Bryan, DT, Florida

O Vikings não tem grandes necessidades nessa vida, sendo um dos times mais completos da NFL. Então o time vai de Taven Bryan, um dos melhores talentos disponíveis e alguém pra jogar no interior da linha defensiva desse time que perdeu Shariff Floyd e tem Tom Johnson com free agent irrestrito essa offseason. O time trouxe Sheldon Richardson, que deve entrar como titular nesse ano, mas seu contrato é só de um ano e dificilmente continuará por muito tempo dados os contratos caros que Minny vai precisar dar a partir de 2019. Bryan pode ser a reposição a partir de 2019, e se tem um time que sabe que nunca se pode ter DTs demais nessa liga é Mike Zimmer e o Vikings.

Escolha #31
New England Patriots
Escolha: Mason Rudolph, QB, Oklahoma State

O Patriots é sempre um time difícil de se ler no Draft. Se algum time ainda quiser fazer uma troca para subir e pegar um QB, esse parece ser um lugar ideal dada a tendência de New England de fazer trade downs e acumular escolhas extras. Da mesma forma, a free agency deixou New England com uma série de carências importantes – RB, linha ofensiva, cornerback – mas com muitas barganhas de fim de feira ainda para serem achadas na offseason, e sendo ninguém melhor do que o Patriots em encontrá-las, também não me parece uma garantia de que New England vá usar essa escolha para encontrá-las.

Então vou evocar o famoso Corolário de Napoleão e fazer o que eu quiser aqui, gosh: New England seleciona Mason Rudolph, QB de Oklahoma State.

Embora a torcida do Patriots odeie ler isso, a verdade é que os dias de Tom Brady como QB de NFL estão chegando ao fim. Sim, Brady ainda é muito efetivo, mas dificilmente vai continuar jogando por muito tempo dada sua idade, situação física, e uma série de mudanças pelas quais New England está passando e/ou deve passar em breve. Se você está assistindo à sua série Tom versus Time você percebeu que o tema da aposentadoria aparece com enorme frequência e nunca é tratado como algo distante. Pelo contrário, parece existir uma pressão ao seu redor que seja o quanto antes. É impossível dizer exatamente QUANDO Brady vai decidir aposentar, mas esse dia está chegando, e com New England trocando Garoppolo não existe nenhum substituto para Tom Brady no elenco.

Então faz sentido para o Pats draftar e começar a preparar esse substituto, e Rudolph aqui parece uma ótima pedida, um QB de alto potencial mas que precisa continuar desenvolvendo alguns fundamentos na NFL – perfeito para ficar um ou dois anos atrás de um QB Hall of Famer com o maior técnico da história da NFL antes de enfim entrar em campo com as chaves do carro. O Pats também tem incentivo para selecioná-lo com essa escolha na primeira rodada porque, se você vai deixar o QB no banco por um ou dois anos, você quer ter aquele quinto ano extra do seu contrato quando ele finalmente virar titular seja para avaliá-lo melhor, seja para ganhar um ano extra de custo controlado para o time. Faz sentido para todos os envolvidos.

Escolha #32
Philadelphia Eagles
Escolha: Dallas Goedert, TE, South Dakota State

Os campeões do Super Bowl tem surpreendentemente alguns buracos para tapar no seu elenco graças a perdas recentes: o time perdeu seu melhor cornerback de 2017, Patrick Robinson, para free agency, e viu o time perder 3 dos 6 jogadores mais visados por seus QBs (um WR e dois TEs), além do líder da equipe em jardas terrestres. Então existe uma série de direções que a franquia pode seguir aqui e nenhuma seria uma surpresa

Entre elas, TE parece uma das que mais valeria essa escolha: Goedert é um dos melhores jogadores disponíveis e o Eagles precisa urgentemente de um novo TE para jogar ao lado de Zach Ertz nas formações com dois tight ends que Philadelphia tanto gosta. CB provavelmente é a necessidade mais crítica, pois Robinson teve um impacto consideravelmente maior do que os WR/TEs perdidos no time campeão de 2017, mas entre as opções disponíveis Goedert e seu jogo completo como recebedor e bloqueador é quem mais tem condições de ter um impacto maior no curto prazo.

As estatísticas e dados dessa coluna vieram dos seguintes sites: Pro Football Reference, Football Outsiders, Tankhatlon, Bleacher Report, Spotrac, Football Perspective.

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