A corrida pelos playoffs – Leste

 

Eastern

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Com a NBA entrando na sua pausa para o All-Star Game – pausa essa que começou sexta feira (dia 16) e vai até quinta-feira (dia 22), seis dias inteiros sem jogos – é sempre uma boa hora para parar um pouco e olhar em que ponto a NBA se encontra. E uma questão particularmente interessante pra se olhar agora que temos um pouco mais de calma para sentar e analisar é como está se desenhando a briga pelas vagas de pós-temporada.

Então entre semana passada e essa temos a oportunidade de olhar para as duas conferências da NBA, Leste e Oeste, e ver como está se desenhando a briga pelas vagas “faltante” nos playoffs: como os times se encontram, quais as perspectivas, como está a classificação, e tudo mais. Sexta feira passada nós começamos falando da Conferência Oeste. E hoje é o dia de falar da Conferência Leste.

Embora não tivesse a antecipação da briga dos playoffs que se projetava no Oeste, foi o Leste quem começou o ano chamando a atenção dos torcedores e da mídia: enquanto alguns times do Oeste sofriam para encontrar seu basquete – em parte devido a muitas novas adições de peso em times importantes – vários times desacreditados do Leste começaram o ano com tudo, ganhando vários jogos e parecendo projetar que o Leste, o sempre menosprezado (não sem razão) Leste, talvez esse ano fosse a conferência para se ficar de olho. Boston ganhou 16 jogos seguidos mesmo depois de perder Gordon Hayward. O Pacers parecia um time totalmente diferente mesmo depois da tão criticada troca de Paul George. Orlando Magic (8-4), New York Knicks (16-13) e Detroit Pistons (14-6) tiveram começos surpreendentes. Os times do Leste estavam ganhando – e ganhando bem – os confrontos contra times do Oeste.

Mas, claro, isso não podia durar pra sempre, e não durou. Vários dos times menos cotados do Leste, que surpreenderam o mundo com bons começos, logo mostraram que esse começo não era sustentável, e caíram de produção. Alguns times que deveriam brigar pelo topo, como Wizards e Cavs, nunca deslancharam. O Bucks, eterno time do futuro, ficou preso nos próprios problemas e só agora parece estar se soltando. A conferência Leste, que tanto prometeu no começo do ano, acabou revertendo para ser exatamente o que todo mundo esperava no começo do ano: alguns bons times, muitos times medianos, e uma briga muito menos interessante que a do Oeste pelas vagas de playoffs ainda em aberto.

Em teoria, a conferência tem 11 times com chances de pós-temporada, e 9 times disputando 6 vagas (com Celtics e Raptors já garantidos nos playoffs). Mas esse número inclui o Knicks, que tem 0,1% de chance de pós-temporada (de acordo com as projeções do Basketball-Reference) e acabou de perder seu melhor jogador (Porzingis) para uma lesão no joelho, e o Hornets, que tem 2,7%. Ao contrário do Oeste, que tem 6 times empatados com o mesmo número de derrotas e times separados por não mais que 3 jogos, no Leste a diferença entre o #3 (Cavs) e o #9 (Pistons) é de 6,5 jogos. Sete times tem hoje mais de 90% de probabilidade de playoffs, e os times de fundão não são nem de longe tão interessantes quanto os que falamos na sexta.

Ainda assim, vou adotar o mesmo critério que o da coluna da semana passada: considerar como “disputando os playoffs” os times cujas projeções do B-Ref estão abaixo de 100% e acima de 0%, o que nos deixa com 9 times.

Então considerando que temos duas vagas já garantidas (para Celtics e Raptors, ambos se classificando em todas as 7500 simulações do site), vamos dar uma olhada nos 9 times que brigam (em teoria) pelas 6 vagas seguintes, ver em que situação se encontram e o que os números dizem sobre suas chances de classificar para a pós-temporada, pela ordem de classificação (chances de playoffs calculadas pelo Basketball-Reference).

#3 – Cleveland Cavaliers
Campanha: 34-22 (56 jogos)
Distância pra 8th seed: +5 GB
Chances de playoff: 99,6%

É engraçado pensar na enorme bagunça que o Cavs foi ao longo desse ano inteiro, no quão nocivo foi o vestiário, nas derrotas humilhantes da franquia… e lembrar que eles ainda estão em terceiro no Leste com uma boa folga. Mesmo que o time escorregasse em meio à péssima fase que estava, já era quase impossível ver esse time sequer cogitando ficar fora dos playoffs esse ano.

Mas claro, tudo no Cavs mudou na data limite de trocas. Eu já escrevi uma coluna inteira e enorme sobre o assunto aqui, então não vou me expandir no assunto, mas basta dizer que é um Cavs totalmente novo, que a gente não faz ideia de como vai ser até o fim do ano – os dois primeiros jogos foram promissores, mas como vieram contra um Celtics em meio a uma sequência de 1-4, e um contra o OKC em meio a uma 2-6, talvez essas vitórias digam mais sobre os adversários que enfrentaram do que outra coisa. A definir. Mas um dos pontos centrais da coluna é que essa troca aumenta consideravelmente o piso do Cavs, e isso é mais que suficiente para garantir mando de quadra na primeira rodada do Leste.

#4 – Washington Wizards
Campanha: 33-24 (57 jogos)
Distância pra 8th seed: +3.5 GB
Chances de playoff: 97,9%

O Wizards tem tido um ano bizarro, o que de certa forma é a norma em Washington – especialmente depois de um ano bom. Saindo de um excelente 2017 no qual o time esteve a um jogo da vida do Kelly Olynyk de ir para as Finais de Conferência, as expectativas para 2018 estavam altas, mas até agora não se realizaram: os inúmeros problemas de vestiário e de atitude da equipe voltaram com tudo, lesões múltiplas fizeram sua maior estrela (John Wall) perder 20 jogos até aqui (e deve continuar de fora pelo menos mais um mês), e o banco de reservas continua aprontando.

Ainda assim, o time tem sido surpreendentemente bom desde a última lesão de Wall. Se na primeira vez que o armador All-Star ficou de fora o time sofreu com uma campanha de 4-6, agora o Wizards está 7-2 desde a lesão de Wall, com vitórias expressivas sobre Toronto, OKC e Indiana nesse período sem sua estrela. Sem Wall, Bradley Beal está expandindo cada vez mais suas habilidades de playmaker (média de 22-5-6 nesses 9 jogos) e o time está jogando um basquete muito mais coletivo e envolvente: nenhum time nesse período chega PERTO do Wizards em termos de assistências, com o time de Washington dando assistências em 71,3% das suas cestas no período, melhor marca da NBA. O time sente falta da explosão e criatividade de Wall, mas seus momentos de passividade fora da bola muitas vezes travavam esse ataque quando a bola não estava em suas mãos, o que não tem acontecido sem ele, com todo mundo aumentando a intensidade e fazendo sua parte. Chegando na pós-temporada, o time sem dúvida vai precisar da individualidade e do talento de Wall, mas esses 9 jogos tem sido um sinal promissor de como o time pode sobreviver na temporada regular sem ele.

Seu maior problema para o resto do ano é o calendário: 21 dos seus 25 jogos restantes são contra times de playoffs, de longe a tabela mais difícil de qualquer time do Leste. Isso inclui 14 jogos contra adversários diretos da mesma conferência, o que sempre pode ser uma faca de dois gumes e pode afetar não só as chances do time de ir aos playoffs (quase garantidas) mas também sua posição dentro da seeding na conferência. O lado bom é que o Wizards tem sido surpreendentemente bom contra times de playoff, e sofrido mais contra times ruins… então se você acredita que isso é sustentável, talvez essa tabela difícil possa ser uma benção disfarçada extremamente bizarra.

#5 – Indiana Pacers
Campanha: 33-25 (58 jogos)
Distância pra 8th seed: +3 GB
Chances de playoff: 94,5%

Indiana tem sido uma das melhores histórias da temporada, o time que trocou sua estrela pelo que se julgou na época ser um retorno muito fraco, e viu esse time – que muitos especulavam se iria tankar pelo Draft – de repente encaixar, desenvolver um legítimo All-Star em Victor Oladipo, e a discussão não ser mais se era um time para ir à pós-temporada, mas sim brigar pelo mando de quadra na primeira rodada dos playoffs. Indiana entra na pausa do ASG meio jogo atrás desse mando de quadra, algo que nem o mais otimista torcedor teria sonhado antes do ano começar.

O Pacers também entra bem embalado na reta final da temporada, com o sexto melhor ataque da NBA e uma campanha de 9-3 nos últimos 12 jogos apesar de jogar metade deles sem seu armador titular. Indiana tem sido um dos times mais consistentes da NBA mesmo em meio a lesões, e cada vez fica mais claro que o salto de Victor Oladipo ao estrelato foi para valer: o All-Star tem médias de 25-5-5 nos seus últimos 14 jogos, virtualmente iguais às suas médias do ano (24-5-4).

Então embora tudo – inclusive os números – estejam a favor de Indiana, esse é outro time que precisa tomar cuidado com o calendário, segundo mais difícil do Leste: depois de um começo bem fácil pra reta final (AtlantaDallasAtlanta), 12 dos 14 jogos seguintes são contra times que brigam pelos playoffs, e 18 dos 24 jogos totais.

#6 – Milwaukee Bucks
Campanha: 32-25 (57 jogos)
Distância pra 8th seed: +2,5 GB
Chances de playoff: 91,7%

Os números de projeção para o resto da temporada dão ao Bucks boas chances de playoffs, 91,7%, e colocam o time como o sétimo colocado no Leste, mas eu acho que esses números subestimam o quão assustador esse time do Bucks será daqui para frente. Essa é a limitação de sistemas de projeção dentro da temporada: eles precisam usar as performances passadas dos times como base para as projeções futuras, mas muitas vezes aconteceu um evento durante a temporada – uma grande troca, uma lesão, etc – que faz com que o passado não seja a melhor base de comparação.

No caso do Bucks, esse evento foi a demissão do técnico Jason Kidd. Eu escrevi uma coluna inteira tratando sobre esse assunto, mas em resumo, eu acredito que muitos dos problemas que estavam segurando um time muito talentoso estavam no técnico e na sua insistência em uma defesa que ele não conseguiu fazer funcionar nos últimos anos, transformando assim um elenco de bons defensores em uma defesa coletivamente fraca e problemática. Mesmo que fosse difícil imaginar que uma troca de técnico durante a temporada fosse causar uma transformação radical nesse time do Bucks, simplesmente mudar a forma de defender era algo que eu já achava que poderia ter um grande impacto no resto do time.

E Milwaukee sem dúvida tem mostrado alguma evolução desde a demissão de Kidd. O Bucks está 8-4 e com o quinto melhor Net Rating da NBA no período, mas vale lembrar que isso pode ser enganoso, principalmente por que Milwaukee se aproveitou de um calendário muito favorável nessas três semanas (estão 1-3 contra times de playoffs no período). Mais do que a boa campanha, o que deveria animar os torcedores do Bucks é a defesa: o técnico interino recuou na defesa ultra agressiva de Kidd, e os resultados estão aparecendo. Os jogadores parecem muito mais confortáveis em uma defesa mais tradicional, e isso está ajudando: é a segunda melhor defesa no período em toda a NBA, e mesmo com o grão de sal do calendário, a melhora é visível mesmo sem olhar para os dados que corroboram essa impressão.

Eu acredito que essa melhora seja real, e que o Bucks até o final do ano – contando, inclusive, com a volta de Jabari Parker de lesão – vai ser um time melhor do que a gente viu até aqui. O que, na verdade, segue o senso comum: considerando a explosão de Giannis como um jogador Top8 da NBA e todo o talento nesse time, esse time deveria ser bem melhor do que apenas o 12th melhor da liga em Net Rating. Ajustar a defesa era o passo mais importante, e isso parece ter sido feito, e se esses 12 jogos são indicação, esse é o time que nenhum contender do Leste vai querer ver pela frente chegando em Abril.

#7 – Philadelphia 76ers
Campanha: 30-25 (55 jogos)
Distância pra 8th seed: +1,5 GB
Chances de playoff: 98,3%

Apesar de ser o sétimo colocado no Leste, apenas 3 jogos na frente do nono colocado e portanto um dos times mais próximos de não se classificarem no momento, as projeções dão ao 76ers a quarta maior probabilidade de playoffs no Leste (depois de Raptors, Celtics e Cavs) E projetam o time para acabar com a quarta melhor campanha na conferência (estão hoje 2 jogos atrás do Wizards).

Isso acontece porque, se o Jazz era e é o time queridinho das estatísticas no Oeste, no Leste esse time é o Sixers. Para começar, nenhum time na NBA inteira teve um calendário mais difícil do que o 76ers até aqui. Nenhum. Apesar disso, o time tem o oitavo melhor Net Rating de toda a NBA, e em RPI – uma estatística que ajusta pelo calendário – o Sixers é o quinto melhor da NBA inteira, dois excelentes indicadores que Philly está jogando acima do que sua campanha indica, e é um bom candidato a ter uma sequência quente nessa reta final. Por isso os sistemas de projeções são tão favoráveis ao 76ers apesar da sua campanha não contar a mesma história. Eles acertaram com Utah. Vamos ver com Philadelphia.

Em geral, o 76ers tem sido dominante quando Embiid está em quadra: com o pivô camaronês em quadra, o Sixers é o melhor time da NBA inteira, com Net Rating de +10.5, superior a Warriors, Rockets ou qualquer outro time da liga, e a lineup titular do 76ers (Simmons, Redick, Covington, Saric e Embiid) é a melhor da liga (+19.5 Net Rating) entre os 22 quintetos que jogaram pelo menos 260 minutos na temporada. Tem MUITOS motivos para ficar otimista – ou preocupado, se você for um adversário do Leste – com esse time. O maior problema é quando Embiid está fora, mas o camaronês tem ganho cada vez mais minutos e até enfim começou a jogar back to backs, o que deve limitar o tempo perdido pelo pivô. Philly ainda deve ser cauteloso com ele, que deve perder jogos ocasionais, mas possivelmente menos que no primeiro turno.

Outro motivo para as projeções estarem tão otimistas com o 76ers: o calendário. Se Philly teve de longe o calendário mais difícil da NBA antes do All-Star Game, o 76ers tem de longe o mais fácil da liga no restante da temporada: 11 dos 27 jogos restantes do time são contra times que não tem mais qualquer aspiração essa temporada, com mais 4 contra um time do Hornets que provavelmente já vai estar eliminada a essa altura, além de não ter mais nenhum jogo contra os dois melhores times do Leste (Celtics e Raptors), e só mais um contra os CINCO melhores do Oeste (um jogo contra o Timberwolves em casa, com Minny na segunda noite de um back to back). Entre múltiplas métricas dizendo que Philly é um dos melhores times do Leste e esse calendário muito favorável, não é difícil realmente imaginar esse time terminando em quarto se Embiid ficar saudável o suficiente. Confie no Processo.

#8 – Miami Heat
Campanha: 30-28 (58 jogos)
Distância pra 8th seed: 0 GB
Chances de playoff: 79,8%

Em um ponto da temporada, Miami era o time mais quente da temporada: vencendo 14 de 17 jogos entre o começo de dezembro e a segunda quinzena de janeiro, uma série dominante que incluiu 7 vitórias seguidas, 5 das quais contra times de playoffs (Toronto, Detroit, Utah, Indiana e Milwaukee, mais o Knicks que na época ainda tinha Porzingis). A sequência trouxe lembranças do Heat de 2017, que também começou a temporada bem devagar a temporada (11-30 nos primeiros 41 jogos), só para emendar uma incrível virada de 30-11 na segunda metade da temporada.

Só que dessa vez não durou tanto: Miami teve algumas dificuldades nas semanas seguintes, mas mesmo indo 4-4 nos próximos 8 jogos o time ainda foi a Cleveland dia 31 de janeiro para enfrentar o Cavs, com uma vitória dando ao Heat a terceira colocação na conferência. Mas Miami perdeu, e está em queda livre desde então: foram 7 derrotas em 8 jogos até a pausa para o All Star Game, e o que antes era um confortável quarto lugar agora é um oitavo e uma briga dura com o Pistons pela oitava colocação. O time do Heat tem talento e é extremamente bem armado, mas depende demais do coletivo estar funcionando perfeitamente, e se uma peça não funciona, tudo vai por água abaixo: quando Wayne Ellington pegou fogo de longa distância e acertou 40% das suas bolas de três pontos, o time parecia invencível e teve essa sequência de 14-3. Quando as bolas pararam de cair e Ellington acertou apenas 27%, o time venceu 3 dos últimos 11 jogos. Não a toa é um dos times mais irregulares da NBA.

A sorte para Miami é que, tirando o Sixers, nenhum time nessa briga do Leste tem um calendário mais fácil para fechar o ano: 15 dos últimos 24 jogos do Heat são dentro de casa, e 11 dos 24 são contra times que não tem mais qualquer aspiração de playoffs, muitos dos quais estarão tankando. Isso inclui a seguinte sequência para encerrar o ano: Bulls, Nets, Hawks, at Hawks, at Knicks, vs OKC, vs Toronto.

#9 – Detroit Pistons
Campanha: 28-29 (57 jogos)
Distância pra 8th seed: 1,5 GB
Chances de playoff: 35,1%

Detroit possivelmente é o único time no Leste que realmente ameaça tirar uma vaga dos times acima, embora matematicamente falando outros dois times ainda tenham chance. O Pistons – e em especial seu técnico e GM, Stan Van Gundy – estão desesperados atrás dessa vaga de pós-temporada, especialmente depois de ficar de fora dos playoffs ano passado, com um projeto que ameaçava ficar estagnado na Motor City. Essa urgência por ganhar jogos no curto prazo é o que esteve por trás da série de movimentos agressivos recente do Pistons, o mais notável deles a troca por Blake Griffin.

Eu escrevi bastante sobre a troca de Griffin na época, sobre os motivos que levaram à troca, como Blake Griffin ajudava o time no curto prazo, todos os riscos envolvidos, e claro, sobre as dificuldades de encaixar esse time com Blake e Drummond. Mas o Pistons na verdade começou muito bem sua campanha com Blake no time, vencendo quatro jogos seguidos e parecendo que o encaixe seria mais fácil do que o esperado.

Mas como toda amostra pequena, é importante olhar mais de perto e desconfiar, e realmente uma análise mais próxima revelava algo interessante: todos os 4 jogos que Detroit ganhou depois da troca vieram dentro de casa e, mais importante, contra times que estavam na segunda noite de um back to back. Os três jogos seguintes de Detroit, por sua vez, NÃO vieram nessas condições, e o Pistons perdeu os três antes de vencer um fraquíssimo Hawks no último jogo antes da pausa.

Então ainda não sabemos exatamente como esse time é, mas a euforia depois daquelas quatro vitórias certamente foi precipitada. O Pistons, claro, também fez outros movimentos pequenos, mas sólidos, na reta final das trocas: James Ennis não é uma estrela, mas adiciona flexibilidade na posição mais carente do time, a ala, e Jameer Nelson é um veterano sólido e estável que pode ajudar a segurar a armação do time enquanto Reggie Jackson ainda está fora com uma lesão (um golpe péssimo pra Detroit, Jackson deve ficar fora até o começo de Março). Existe motivos para acreditar que o Pistons fez trocas que pelo menos melhorem o time no curto prazo, e a pausa para o ASG foi importantíssima para o time conseguir se organizar e treinar com todas essas novas peças.

A questão é se foi suficiente. O calendário do Pistons é relativamente fácil, mas não a ponto de ser suficiente para dar uma vantagem ao time de Detroit. Esse time precisa começar a corresponder e mostrar em quadra logo o efeito dessas adições, se não quer depender demais do colapso dos concorrentes – em especial Miami – para não perder mais uma vez o bonde dos playoffs.

#10 – Charlotte Hornets
Campanha: 24-33 (57 jogos)
Distância pra 8th seed: 5,5 GB
Chances de playoff: 2,9%

É bem difícil imaginar Charlotte, hoje 5,5 jogos atrás do Heat pelo oitavo lugar, indo para a pós-temporada, mas matematicamente a chance existe, e coisas mais estranhas já aconteceram no mundo dos esportes.

O maior problema é que Charlotte simplesmente não é bom o bastante para tirar essa diferença. Kemba Walker é um excelente armador e um dos jogadores mais subestimados da NBA, e Charlotte é um bom time quando ele está em quadra, mas é um desastre em todos os outros momentos com Kemba no banco, e o saldo (19th em Net Rating) é bem fraco para um time com esse tipo de aspiração.

Claro que ainda existe uma chance de sonhar com uma arrancada final, e vale apontar que Charlotte é um time que normalmente melhora depois do All-Star Game (comum para times com bons técnicos), que tem uma tabela bastante fácil (mesmo nível de Miami) até o final do ano, que o time conta com a volta de lesão do eternamente subestimado Cody Zeller, e Nicolas Batum (peça chave para esse time, especialmente quando Kemba senta) finalmente está dando sinais de vida. Provavelmente não é suficiente para sair desse buraco que o time se colocou a essa altura, mas não vai ser por falta de tentativa.

#11 – New York Knicks
Campanha: 23-36 (59 jogos)
Distância pra 8th seed: 7,5 GB
Chances de playoff: 0,1%

É quase uma tradição a esse ponto: o Knicks começa bem o ano, cresce as esperanças de que o time vá enfim para os playoffs, o time faz (ou deixa de fazer) algum movimento com isso em mente, e dai tudo vai para o inferno e o time precisa voltar para a loteria mais uma vez. Rise, rinse, repeat.

Esse ano, a temporada do Knicks já estava indo para o ralo antes de Porzingis se machucar (vinha de 3 derrotas seguidas com o letão), mas sem seu ala-pivô de 2m17 as coisas só pioraram: o time perdeu 5 jogos seguidos sem o letão, 8 seguidas no total, e o time já está se preparando para tankar e buscar uma boa escolha de Draft desde então – não que ninguém possa culpá-los. A aposta em Emmanuel Mudiay, aliás, foi uma que eu gostei bastante.

As estatísticas e dados dessa coluna vieram dos seguintes sites: Basketball Reference, NBA Stats, Cleaning the Glass, Synergy Sports, Spotrac, ESPN Stats and Info, FiveThirtyEight.

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